AS COISAS PRONTAS
Um jovem,
de notável nível acadêmico, candidatou-se ao cargo de gerente de uma grande
empresa.
O
Presidente soube, pelo currículo, que o seu desempenho fora excelente em todo o
percurso,
desde o
secundário até à pesquisa da pós-graduação.
E não
havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
Esta foi
a entrevista:
- Você
teve bolsa de estudo na escola?
-
Nenhuma!
- Foi seu
pai quem pagou as mensalidades?
- O meu
pai faleceu quando eu tinha apenas um ano. Foi a minha mãe quem pagou as minhas
mensalidades.
- Onde
trabalha a sua mãe?
- A minha
mãe lava roupa.
- Por
favor, me mostre as suas mãos!
O jovem
mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O
Presidente continuou:
- Alguma
vez você ajudou sua mãe a lavar roupas?
- Não! A
minha mãe sempre só quis que eu estudasse e lesse livros.
Além
disso, ela lava a roupa bem mais rápido do que eu...
- Eu
tenho um pedido a lhe fazer.
Hoje, ao
chegar em casa, peça para lavar as mãos da sua mãe.
Amanhã de
manhã, volte aqui.
O jovem
pressentiu que as chances de obter o emprego eram favoráveis.
Quando
chegou em casa, pediu à mãe que o deixasse lavar as suas mãos.
A mãe
estranhou aquela atitude, mas, embora pouco à vontade, deu as mãos ao filho.
O jovem,
pensativo e vagaroso, lavou as mãos da mãe.
Enquanto
lavava, lágrimas escorriam-lhe pelo rosto.
Era a
primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam enrugadas e apresentavam
sinais de contusões.
Algumas
lhe doíam muito, e ela se queixava quando o filho as esfregava.
Era a
primeira vez que o jovem se dava conta de que aquele par de mãos,
que
lavava roupa todo dia, tinha-lhe pago as mensalidades escolares.
As
contusões nas mãos eram o preço pago por sua graduação, excelência acadêmica e
o seu sucesso.
Depois de
lavar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou o restante das roupas.
Naquela
noite, mãe e filho conversaram por longo tempo.
Na manhã
seguinte, o jovem, visivelmente emocionado, foi ao gabinete do Presidente, que
lhe perguntou:
- Fez o
que lhe pedi?
- Sim!
Lavei as mãos da minha mãe e ainda lavei as roupas que faltavam.
- Me fale
da experiência!
-
Primeiro, passei a valorizar mais a dedicação e o trabalho da minha mãe.
Sem isso,
eu não estaria aqui hoje.
Segundo,
ao trabalhar e ajudar a minha mãe, é que percebi a dificuldade e a dureza que
representa ter as coisas prontas.
Por
último, agora vejo a importância e o valor de uma boa relação familiar.
- É isso
o que eu quero de um gerente.
Alguém
que saiba valorizar a ajuda dos outros; que reconheça o esforço dos demais para
ter as coisas feitas.
Não uma
pessoa que coloque o lucro como o único objetivo da empresa. Está contratado!
Mais
tarde, esse jovem trabalhou arduamente e ganhou o respeito dos seus
subordinados.
Todos os
empregados trabalhavam diligentemente e em equipe.
O
desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Autor desconhecido
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